21 de abr. de 2012

“Barro nas mãos do Senhor”




“Palavra do Senhor que veio a Jeremias, dizendo: Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobe as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18.1-6).

Jeremias foi um profeta de Deus em um tempo muito difícil porque Israel já fora advertida várias vezes por sua própria boca, usada pelo Senhor.  Mas os israelitas foram obstinados em prosseguir com seus intentos pecaminosos inflamando assim a ira de Deus. A dor no coração de Jeremias aumentou sobremaneira após ouvir de Deus, as sentenças referidas a Israel que foram a sua ruína e exílio entre outros castigos que ainda alcançariam aquele povo.

Jeremias então se depara com uma visão estarrecedora: uma Israel desolada, afastada da presença de Deus, atraindo para si as consequências carregadas de mazelas provenientes de suas atitudes de rebeldia para com Deus. Com uma cidade desolada acometida de doenças, mortes, fome, seca e esperando a invasão de um reino distante que os levariam cativos, o profeta não vê esperanças para Israel, porque mesmo nessas situações, eles ainda persistiam em seguir seus próprios caminhos, não levando em consideração os preceitos do Senhor.

Então, em certo dia Deus disse a Jeremias: “Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras” (Jr. 18.2). Aquele servo então se dirige ao local especificado, esperando que a palavra do Senhor se revelasse a ele como predito, mas ainda não entendendo como. Chegando a casa do oleiro Jeremias se depara com uma cena corriqueira: “Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobe as rodas” (Jr.18.3). 

 “Até aqui tudo bem”, provavelmente pensava Jeremias enquanto observava a ocupação daquele profissional em seu ofício, quando de repente acontece algo que lhe chama a atenção: “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (Jr. 18.4). Então após este acontecimento, a palavra de Deus veio a Jeremias:  

“Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr. 18.5,6).

Naquele momento acredito que Jeremias foi tomado de uma admiração inarrável por ter presenciado um fato tão comum e a partir dele Deus lhe transmitir uma declaração deveras profunda, edificante e esperançosa em relação à casa de Israel mostrando assim que Israel ainda que insistisse em seus maus caminhos, ainda havia esperança e ela estava em Deus.

A mensagem principal transmitida nesses versículos é o poder que Deus tem de nos moldar e nos transformar com suas mãos poderosas explicando a comparação com o oleiro e o respectivo vaso trabalhado pelo mesmo. Mas eu gostaria de convidá-lo (a) a adentrar mais fundo nessa mensagem, porque ela contém ensinamentos mais profundos de extrema relevância que nos levarão a repensar não apenas no sentido figurado da palavra.

Ao nos comparar com um vaso de barro, Deus não está apenas se referindo a essa comparação de um modo ilustrativo, mas sim literal, vejamos o motivo:

“Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2.7).

Portanto vemos que Deus realmente usou o barro como matéria-prima para nos criar e somos de fato "barro nas mãos do Senhor". No instante em que o vaso se quebrou na mão do oleiro, ele fez um novo vaso a partir daquele que dantes havia se quebrado. Podemos ver o apreço que ele tinha em reaproveitar aquele vaso ao invés de simplesmente jogá-lo fora. Deus nos trata da mesma forma, Ele poderia ter nos jogado fora porque éramos vasos quebrados que não tinham utilidade para mais nada, éramos filhos da desobediência (Efésios 5.6), ou seja, éramos, portanto imprestáveis.

Mas ao invés de sermos descartados, Deus nos refaz usando seu Filho como nosso Oleiro:

“Eis que faço novas, todas as cousas” (Ap. 21.6);

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2ª Co. 5.17).

Todo aquele que aceita Jesus em sua vida, tem ela transformada de uma forma inarrável, porque Ele mesmo nos refaz e nos molda de acordo com a sua vontade nos tornando assim agradáveis aos seus olhos. Somos restaurados com o Sangue de Cristo, portanto não somos mais aquele vaso velho, quebrado e sem utilidade, agora somos vasos restaurados pelas mãos do Oleiro que foram pregadas naquela cruz.

Caro irmão, não importa quão grande seja seu pecado ou por quanto tempo está pecando, basta se arrepender de todo coração, juntar os pedaços da sua vida quebrada pelo pecado e entregar ao Mestre que estará esperando de mãos estendidas e um largo sorriso no rosto para restaurá-la.

Jesus te ama demais e não quer ver um vaso tão precioso quebrado e sem utilidade. Portanto eu o desafio agora a entregar seus pedaços a Jesus Cristo porque Ele tem o poder para te restaurar. Não tenha medo de se achegar a Ele porque foi o próprio que disse:

“O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37 parte b).

Portando não perca tempo, se torne um vaso novo nas mãos do Senhor.

Deus te abençoe.

19 de abr. de 2012

Oração - Com os Olhos em Deus

                             
               

                 No livro de 2 Crônicas capítulo 20 encontramos a vitória do povo de Israel, sob a liderança do rei Josafá, sobre seus inimigos. Chegou a notícia aos israelitas de que uma multidão vinha contra eles para guerrear. O rei conclamou todo o povo a jejuar e orar ao Senhor, clamando por misericórdia e livramento. Josafá fez a linda oração a seguir:

“Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir. Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo de Israel e não a deste para sempre à posteridade de Abraão, teu amigo? Habitaram nela e nela edificaram um santuário ao teu nome, dizendo: Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás. Agora, pois, eis que os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir, cujas terras não permitiste a Israel invadir, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram, eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua possessão, que nos deste em herança. Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Crônicas 20.6-12).

                Esta oração serve como um modelo a ser seguido. Observemos sua estrutura:

1º Exaltação do Nome e da Pessoa do Senhor. Reconhecimento de Sua majestade, força e poder.

2º Trazer à lembrança os poderosos feitos do Senhor no passado. A Palavra de Deus afirma que “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13.8), sendo assim se Ele fez no passado, tem poder para fazer hoje também.

3º Exposição do problema, daquilo que aflige.        
              
4º Reconhecimento de que o homem não é capaz de resolver absolutamente nada sozinho,  apenas Deus tem todo o poder para mudar as situações e realizar o impossível.

Ao orar, inicie recordando Quem Deus é. O reconhecimento de Sua grandeza nos ajuda a sentir confiantes em Seu poder, crentes de que Ele é capaz de resolver nossos problemas e mudar nossa situação. Exalte Àquele que é maior do que tudo, do que sua dor, seus problemas, sua doença, sua decepção, seu complexo inferior, seu medo...

Em seguida, lembre-se do que Deus fez por você no passado, das situações das quais Ele se fez presente te livrando. As Escrituras dizem em Lamentações 3.21 “quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Traga à sua mente tudo o que Ele já fez por você, isso te fortalecerá e renovará sua esperança de que Ele virá em seu favor. Se Ele te ajudou até aqui, te ajudará até o fim, Ele é o Emanuel, o Deus conosco.

Mostre a Deus aquilo que tem te incomodado, tirado a paz do seu coração. Chegue à Presença dEle e rasgue seu coração, conte absolutamente tudo. Não pense que Ele não se interessa por você. Apesar de saber o que se passa em sua vida, Deus quer que você fale, desabafe com Ele e mostre sua dor.

Por fim, reconheça a sua pequenez, saiba que você sozinho não consegue dar um passo sequer em direção à vitória. Tenha humildade para reconhecer que sem Deus você nada pode. Você sozinho não é capaz de ser curado, de encontrar um emprego, um cônjuge, de ter paz interior, de passar no vestibular, etc. Mas o Deus que habita em você pode TODAS as coisas, é o Deus do impossível, o Único capaz de interferir na História e mudar o curso de sua vida, de transformar a sua maldição em benção, de trazer sol a dias chuvosos, vida ao deserto pelo qual você passa.

Mas qual o resultado desta oração? A Bíblia nos conta logo em seguida:
“Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus [...] Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará [...] Não temais nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco” (2 Cr 20.15,17).

Como eles tinham buscado ajuda do Senhor e entregado o problema em Suas mãos, o Próprio Deus diz “a partir de agora a guerra é minha, não mais de vocês. Fiquem quietos, não queiram agir ou me ajudar a vencer, apenas marchem, continuem caminhando que eu lutarei porque Eu sou (faço parte de) com vocês”.

Querido (a), que conforto essa oração nos traz! Assim como foi com o povo de Israel, pode ser conosco em nossos dias atribulados. Deus é o mesmo para sempre, Ele não muda e tem o mesmo poder do passado para agir em nosso favor desde que o busquemos, lhe entreguemos o problema e deixemos somente com Ele o desenrolar da situação.

Quando estiver em momentos difíceis, faça desta a sua oração:

“Senhor, eu não tenho o que fazer mas os meus olhos estão postos em Ti...”




Naquele que É forte o suficiente para lutar as nossas guerras
                

14 de abr. de 2012

Lições de Provérbios




O livro de Provérbios pode ser considerado uma “amostra grátis” de toda a sabedoria dada a Salomão pelo Deus de Israel. Nele encontramos bons conselhos, virtudes e admoestações dentre outras mensagens de suma importância para nosso enriquecimento espiritual e moral. Enfim ele é um conjunto de instruções relevantes para se obtiver uma vida aceitável diante de Deus e dos homens.

Ele é considerado por mim com muito apreço (não desmerecendo os demais, obviamente) pela sua linguagem direta e reflexiva que nos instiga a fitarmos nas lições carregadas de efeito direto e impactante, confrontando – as com nossa conduta de vida. Mas em virtude de seu vasto e extenso conteúdo não poder ser exposto em sua totalidade nessa mensagem, posso e irei destacar dois versículos:

“Confia no Senhor de todo coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece - o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Pv. 3.5,6).

Gostaria de chamar a sua atenção em especial a três lições e uma consequência que podemos retirar desses versículos, as quais estarão sendo expostas e destacadas, doravante meditando em cada uma delas:

                                  I.          Lição:                “Confia no Senhor de todo teu coração...”;
                                II.         Lição:                “Não te estribes no teu próprio entendimento...”;
                              III.         Lição:                “Reconhece – o em todos os teus caminhos”;
                              IV.         Consequência:   “... e ele endireitará as tuas veredas”;

“Toda ação gera uma reação.” Para que possamos ter essas lições concretizadas em nossas vidas precisamos ter fé. Mas por quê?

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).

Ao confiarmos em Deus, estamos declarando com nossas ações que Ele é digno e estamos vendo – o como Senhor de nossas vidas.

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais, ele fará”. (Sl 37.5)

Não nos deixemos levar por nosso próprio entendimento vão e fútil, porque nem nós mesmos sabemos o que queremos.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” (Jr 17.9).

Devemos reconhecê-lo em todos os acontecimentos de nossas vidas:

“O cavalo prepara – se para o dia da batalha; mas do Senhor vem à vitória” (Pv 21.31).

Esforçando-nos por obedecer a essas lições virá à consequência descrita no final do versículo seis: “... e ele endireitará as tuas veredas”. Com isso vamos ao longo de nossa existência terrena, atestando que Senhor vai endireitando nossas veredas, ou seja, concertando nossos caminhos.

 Mas Deus antes de concertar nosso caminho nos mostrou e indicou – o com as seguintes palavras de Jesus:

“Responde – lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

Portanto, além da teoria, também exerçamos a prática, porque  Deus se agrada de filhos obedientes, assim, o devemos esforçar por ser, sempre no temor do Senhor.

Deus te abençoe.

12 de abr. de 2012

“Esperança que nunca morre”



   “Voltei - me para ver quem falava comigo e, voltando vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como a alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, com que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca-lhe saía uma afiada espada e dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto.” (Apocalipse: 1.12-17a)

  Das visões que o apóstolo João recebeu de Cristo, acerca de como sucederia os acontecimentos da consumação dos séculos, a primeira que ele pôde contemplar foi a do próprio Senhor. Mas aquele a quem João observava não se parecia em nada com o Jesus descrito em Isaías 53.1-5:

   “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?  Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz duma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

   Tão grande foi à admiração de João ao presenciar essa cena que o próprio caiu aos pés de Jesus como morto. Entretanto o Mestre pôs sobre ele sua mão direita e faz uma declaração que como aconteceu com João, também faz arder à chama de fé e esperança em nossos corações:



   Aqui podemos notar que Jesus deixa bem claro que a sua vontade não era apenas que João o visse, mas que por meio dele como uma testemunha ocular e de seu escrito, fosse repassado para nós essa declaração tão sublime. 
   
   Jesus venceu o mundo, a morte e tudo mais por amor a nós e após consumar toda a obra que o Pai lhe conferira voltou para seu lugar onde esteve por toda a eternidade, no trono da sua glória e majestade e voltará para julgar o mundo e nos transportar para o seu reino de justiça e amor.

   Portanto não devemos nos desanimar, pelo contrário, perseveremos na fé, porque nosso Salvador vive! Ele tem todo o poder em suas mãos, vive pelos séculos dos séculos, é o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, o nosso Deus!
   
   Que essa verdade possa ser nossa esperança até a volta dEle, do Senhor Jesus Cristo, a nossa “Esperança que nunca morre”.

Deus te abençoe.

6 de abr. de 2012

"Ele ESCOLHEU os Cravos"



Nesta sexta-feira  os cristãos relembram a morte de Jesus na cruz cerca de 2000 anos atrás para conceder a salvação eterna a todos aqueles que creram, creem e que virão a crer em Seu Nome.

Minha oração é que Deus te leve de volta àquele dia e te traga à memória o maior ato de amor presenciado em toda a história da humanidade, que foi quando “Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

Compartilho com vocês um trecho retirado do livro “Ele Escolheu os Cravos” de Max Lucado.

“Assista aos soldados empurrarem o Carpinteiro no chão e esticarem Seus braços contra as vigas. Um pressiona o joelho contra o antebraço e segura Sua mão. Jesus volta Seu olhar para o cravo no momento exato em que o soldado levanta o martelo para fincá-lo.

Jesus não poderia tê-lo detido? Com um flexionar de bíceps, ou apertando os punhos? Ele poderia ter resistido. Não foi esta mesma mão que acalmou o mar? Limpou o templo? Ressuscitou o morto?

Mas o pulso não se mexe... e o momento não é interrompido.

A batida soa, a carne rasga e o sangue começa a pingar, e então correr. E as questões afloram. Por quê? Por que Jesus não resistiu?

[...]

Ele sabia que o preço de todos aqueles pecados era a morte. Ele sabia que a fonte de todos aqueles pecados era você, e, uma vez que Ele não poderia suportar a eternidade sem a sua companhia, Ele escolheu os cravos (grifo meu).

A mão que apertava o punho não era a de um soldado romano.

A força por trás do martelo não era a de uma multidão furiosa.

O veredicto por trás da morte não foi decidido por judeus invejosos.

O próprio Jesus escolheu os cravos.

Então as mãos de Jesus se abriram. Se o soldado tivesse hesitado, o próprio Jesus teria pego o malho. Ele sabia como; não era novidade para Ele lidar com cravos. Como carpinteiro Ele conhecia a profissão. E, como Salvador, Ele sabia o que isto significava. Ele sabia que o propósito dos cravos era esconder os nossos pecados, onde pudessem ser escondidos por Seu sacrifício coberto por Seu sangue.

Assim sendo, o próprio Jesus bateu o martelo.

A mesma mão que abriu o mar rasga as suas culpas.

A mesma mão que limpou o templo, limpa seu coração.

A mão é a mão de Deus.

O cravo é o cravo de Deus.

E as mãos de Jesus abertas para os cravos, as portas dos céus abertas para você”.


Abaixo segue uma canção que fala sobre esse INFINITO amor de Deus.




Em Cristo que amou a mim e a você de TAL maneira que escolheu os cravos.

4 de abr. de 2012

"Ramo do Senhor"




   "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15:1-5).

  Como é bela visão de uma parreira no ápice da produção de seus frutos, ela está robusta, cheia de galhos, suas folhas com um tom de verde suave, mas vivo, sendo realçadas pela cor singular de seus cachos fartos de uvas. Mas qual a relação entre Jesus, a videira, nós e os ramos?

   Para que entendamos melhor a metáfora proposta por Jesus ao se identificar como a videira e a nós, como seus ramos, observemos como se procede o funcionamento de uma videira:

   Toda videira possui um galho único que fica enraizado no solo e que se estende por alguma superfície, doravante são produzidos a partir dele extensões, que são os ramos e suas subsequentes ramificações. Este galho central é chamado de Galho Mestre, sem ele não existem ramos e nem frutos, é por ele que os nutrientes necessários para o desenvolvimento e crescimento são transmitidos e se algum galho é arrancando, consequentemente vem a morrer, porque ele precisa estar ligado ao Galho Mestre, pois sua sobrevivência e produção de frutos dependem disso.

   Assim é nossa vida em relação com Jesus, ele é o nosso "Galho Mestre", para que possamos desfrutar de uma vida plena com Deus, precisamos estar conectados com Jesus, caso contrário, não teremos o "cuidado do agricultor" que é o amor do Pai, não receberemos os nutrientes espirituais e nem poderemos produzir os frutos que o Espírito Santo deseja operar em nós.
  
 Sem Jesus, não podemos fazer nada, ir a lugar nenhum e somos semelhantes a um ramo seco, que não serve para mais nada, além de ser jogado ao fogo.

   Seja um ramo do Senhor, mantenha-se conectado a Ele em oração, comunhão, fé e você verá quão belos os frutos produzidos, deixando o agricultor muito contente e satisfeito.

   Por que não fazer isso agora? Ore, peça a Deus para que possa prepará-lo e regá-lo com seu Espírito.

Seja um "ramo do Senhor”.

Deus te abençoe.

28 de mar. de 2012

Por que ficar no apagão?





"São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!"  (Mateus 6.22-23)

   Mais um dos grandes ensinamentos de Cristo, acompanhado de uma advertência deveras importante. Tudo que vemos no decorrer do dia-a-dia é captado por nossos olhos e direcionado ao cérebro, que por sua vez processa as informações recebidas e as armazena, proporcionando como consequência uma gama cada vez maior de experiências e lições que vão moldando nossa personalidade e consciência com o passar do tempo. Muitas pessoas gastam seu tempo olhando e absorvendo aquilo que é inútil e pecaminoso (um programa de TV, um hábito, uma atividade, etc.)

   O que deveria ser luz em nós acaba se tornando trevas e isso irá gerar consequências desastrosas em nossas vidas. Jesus sabia disso ao dar aquela lição, tanto que enfatizou esse tópico: "Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!". Muitos são os males que vivenciamos hoje por conta desse erro que cometemos por não direcionarmos nossos olhos para aquilo que é bom e agradável.
  
   Mas o que e como fazer para que nossos olhos sejam bons e nosso corpo se torne luminoso, nessa realidade tão corrompida em que vivemos?

   Devemos sempre procurar "filtrar" aquilo que vemos, ou seja, fazer uma seleção, como "o que posso aprender com isso?" ou "o que aquilo pode me transmitir de útil?". Devemos com isso seguir o exemplo do apóstolo Paulo quando disse "julgai todas as coisas, retende o que é bom" (1Ts 5.21).

   Para isso, Deus na sua eterna sabedoria e por intermédio do Espírito Santo nos deu uma dádiva mui sublime que são as Escrituras Sagradas, um verdadeiro manual de vida e conduta cristã para que, possamos manter nossos olhos nelas, seguindo assim a vontade do Senhor.

Veja o seguinte esquema:

Interruptor + fiação + energia + lâmpada = luz

Se nos dispusermos de todo o coração a buscar a Deus por sua palavra que é o interruptor, Ele por sua vez mandará pela fiação da fé O Seu Santo Espírito que como energia deixará as lâmpadas de nossos olhos acessas, tornando-se bons e com isso nos tornando luminosos.
   

Portanto repense sobre o que você anda depositando seus olhos, porque como diz o ditado "somos aquilo que comemos", então mais ainda "somos aquilo que vemos".

Deus te abençoe.