“Voltei - me para ver quem falava comigo e,
voltando vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a
filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta
de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como a alva lã, como neve; os
olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, com que
refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita
sete estrelas, e da boca-lhe saía uma afiada espada e dois gumes. O seu rosto
brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto.”
(Apocalipse: 1.12-17a)
Das visões que o apóstolo
João recebeu de Cristo, acerca de como sucederia os acontecimentos da
consumação dos séculos, a primeira que ele pôde contemplar foi a do próprio
Senhor. Mas aquele a quem João observava não se parecia em nada com o Jesus
descrito em Isaías 53.1-5:
“Quem creu em nossa pregação? E a quem foi
revelado o braço do Senhor? Porque foi
subindo como renovo perante ele e como raiz duma terra seca; não tinha
aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o
que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e
dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e
as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus
e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas
nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas
pisaduras fomos sarados.”
Tão grande foi à admiração de João ao
presenciar essa cena que o próprio caiu aos pés de Jesus como morto. Entretanto
o Mestre pôs sobre ele sua mão direita e faz uma declaração que como aconteceu
com João, também faz arder à chama de fé e esperança em nossos corações:
Aqui podemos notar que
Jesus deixa bem claro que a sua vontade não era apenas que João o visse, mas que
por meio dele como uma testemunha ocular e de seu escrito, fosse repassado para
nós essa declaração tão sublime.
Jesus venceu o mundo, a morte e tudo mais por amor a nós e após consumar toda a obra que o Pai lhe conferira voltou para seu lugar onde esteve por toda a eternidade, no trono da sua glória e majestade e voltará para julgar o mundo e nos transportar para o seu reino de justiça e amor.
Portanto não devemos nos desanimar,
pelo contrário, perseveremos na fé, porque nosso Salvador vive! Ele tem todo o
poder em suas mãos, vive pelos séculos dos séculos, é o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, o nosso Deus!
Que essa verdade possa ser
nossa esperança até a volta dEle, do Senhor Jesus Cristo, a nossa “Esperança que nunca morre”.
Deus te abençoe.
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