“Palavra do Senhor que veio a Jeremias, dizendo: Dispõe-te, e desce à
casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis
que ele estava entregue à sua obra sobe as rodas. Como o vaso que o oleiro
fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo
bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de
vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o
barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”
(Jeremias 18.1-6).
Jeremias foi um profeta de Deus
em um tempo muito difícil porque Israel já fora advertida várias vezes por sua
própria boca, usada pelo Senhor. Mas os
israelitas foram obstinados em prosseguir com seus intentos pecaminosos
inflamando assim a ira de Deus. A dor no coração de Jeremias aumentou
sobremaneira após ouvir de Deus, as sentenças referidas a Israel que foram a
sua ruína e exílio entre outros castigos que ainda alcançariam aquele povo.
Jeremias então se depara com uma
visão estarrecedora: uma Israel desolada, afastada da presença de Deus,
atraindo para si as consequências carregadas de mazelas provenientes de suas
atitudes de rebeldia para com Deus. Com uma cidade desolada
acometida de doenças, mortes, fome, seca e esperando a invasão de um reino
distante que os levariam cativos, o profeta não vê esperanças para Israel,
porque mesmo nessas situações, eles ainda persistiam em seguir seus próprios
caminhos, não levando em consideração os preceitos do Senhor.
Então, em certo dia Deus disse a
Jeremias: “Dispõe-te, e desce à casa do
oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras” (Jr. 18.2). Aquele servo então se
dirige ao local especificado, esperando que a palavra do Senhor se revelasse a
ele como predito, mas ainda não entendendo como. Chegando a casa do oleiro
Jeremias se depara com uma cena corriqueira: “Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobe
as rodas” (Jr.18.3).
“Até aqui tudo bem”, provavelmente pensava Jeremias
enquanto observava a ocupação daquele profissional em seu ofício, quando de
repente acontece algo que lhe chama a atenção: “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou
a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (Jr. 18.4). Então após este acontecimento, a
palavra de Deus veio a Jeremias:
“Então,
veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este
oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do
oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr. 18.5,6).
Naquele momento acredito que
Jeremias foi tomado de uma admiração inarrável por ter presenciado um fato tão
comum e a partir dele Deus lhe transmitir uma declaração deveras profunda,
edificante e esperançosa em relação à casa de Israel mostrando assim que Israel
ainda que insistisse em seus maus caminhos, ainda havia esperança e ela estava
em Deus.
A mensagem principal transmitida
nesses versículos é o poder que Deus tem de nos moldar e nos transformar com
suas mãos poderosas explicando a comparação com o oleiro e o respectivo vaso
trabalhado pelo mesmo. Mas eu gostaria de convidá-lo (a)
a adentrar mais fundo nessa mensagem, porque ela contém ensinamentos mais
profundos de extrema relevância que nos levarão a repensar não apenas no
sentido figurado da palavra.
Ao nos comparar com um vaso de
barro, Deus não está apenas se referindo a essa comparação de um modo
ilustrativo, mas sim literal, vejamos o motivo:
“Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas
narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2.7).
Portanto vemos que Deus
realmente usou o barro como matéria-prima para nos criar e somos de fato "barro
nas mãos do Senhor". No instante em que o vaso se
quebrou na mão do oleiro, ele fez um novo vaso a partir daquele que dantes
havia se quebrado. Podemos ver o apreço que ele tinha em reaproveitar aquele
vaso ao invés de simplesmente jogá-lo fora. Deus nos trata da mesma forma, Ele
poderia ter nos jogado fora porque éramos vasos quebrados que não tinham
utilidade para mais nada, éramos filhos da desobediência (Efésios 5.6), ou seja, éramos,
portanto imprestáveis.
Mas ao invés de sermos
descartados, Deus nos refaz usando seu Filho como nosso Oleiro:
“Eis que faço novas, todas as cousas” (Ap. 21.6);
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas
já passaram; eis que se fizeram novas” (2ª Co. 5.17).
Todo aquele que aceita Jesus em
sua vida, tem ela transformada de uma forma inarrável, porque Ele mesmo nos refaz
e nos molda de acordo com a sua vontade nos tornando assim agradáveis aos seus
olhos. Somos restaurados com o Sangue de Cristo, portanto não somos mais aquele
vaso velho, quebrado e sem utilidade, agora somos vasos restaurados pelas mãos do
Oleiro que foram pregadas naquela cruz.
Caro irmão, não importa quão
grande seja seu pecado ou por quanto tempo está pecando, basta se arrepender de
todo coração, juntar os pedaços da sua vida quebrada pelo pecado e entregar ao
Mestre que estará esperando de mãos estendidas e um largo sorriso no rosto para
restaurá-la.
Jesus te ama demais e não quer
ver um vaso tão precioso quebrado e sem utilidade. Portanto eu o desafio agora
a entregar seus pedaços a Jesus Cristo porque Ele tem o poder para te
restaurar. Não tenha medo de se achegar a Ele porque foi o próprio que disse:
“O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37 parte b).
Portando não perca tempo, se
torne um vaso novo nas mãos do Senhor.
Deus te abençoe.

Nossa, essa mensagem contém verdades extraordinárias. Ainda essa semana ouvi uma ministração a esse respeito, e agora fui ainda mais edificada.
ResponderExcluirÉ precioso saber que Deus deseja nos moldar à sua vontade, e que em suas mãos tomamos a forma que lhe agrada.
A paz!