21 de abr. de 2012

“Barro nas mãos do Senhor”




“Palavra do Senhor que veio a Jeremias, dizendo: Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobe as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18.1-6).

Jeremias foi um profeta de Deus em um tempo muito difícil porque Israel já fora advertida várias vezes por sua própria boca, usada pelo Senhor.  Mas os israelitas foram obstinados em prosseguir com seus intentos pecaminosos inflamando assim a ira de Deus. A dor no coração de Jeremias aumentou sobremaneira após ouvir de Deus, as sentenças referidas a Israel que foram a sua ruína e exílio entre outros castigos que ainda alcançariam aquele povo.

Jeremias então se depara com uma visão estarrecedora: uma Israel desolada, afastada da presença de Deus, atraindo para si as consequências carregadas de mazelas provenientes de suas atitudes de rebeldia para com Deus. Com uma cidade desolada acometida de doenças, mortes, fome, seca e esperando a invasão de um reino distante que os levariam cativos, o profeta não vê esperanças para Israel, porque mesmo nessas situações, eles ainda persistiam em seguir seus próprios caminhos, não levando em consideração os preceitos do Senhor.

Então, em certo dia Deus disse a Jeremias: “Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras” (Jr. 18.2). Aquele servo então se dirige ao local especificado, esperando que a palavra do Senhor se revelasse a ele como predito, mas ainda não entendendo como. Chegando a casa do oleiro Jeremias se depara com uma cena corriqueira: “Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobe as rodas” (Jr.18.3). 

 “Até aqui tudo bem”, provavelmente pensava Jeremias enquanto observava a ocupação daquele profissional em seu ofício, quando de repente acontece algo que lhe chama a atenção: “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (Jr. 18.4). Então após este acontecimento, a palavra de Deus veio a Jeremias:  

“Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr. 18.5,6).

Naquele momento acredito que Jeremias foi tomado de uma admiração inarrável por ter presenciado um fato tão comum e a partir dele Deus lhe transmitir uma declaração deveras profunda, edificante e esperançosa em relação à casa de Israel mostrando assim que Israel ainda que insistisse em seus maus caminhos, ainda havia esperança e ela estava em Deus.

A mensagem principal transmitida nesses versículos é o poder que Deus tem de nos moldar e nos transformar com suas mãos poderosas explicando a comparação com o oleiro e o respectivo vaso trabalhado pelo mesmo. Mas eu gostaria de convidá-lo (a) a adentrar mais fundo nessa mensagem, porque ela contém ensinamentos mais profundos de extrema relevância que nos levarão a repensar não apenas no sentido figurado da palavra.

Ao nos comparar com um vaso de barro, Deus não está apenas se referindo a essa comparação de um modo ilustrativo, mas sim literal, vejamos o motivo:

“Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2.7).

Portanto vemos que Deus realmente usou o barro como matéria-prima para nos criar e somos de fato "barro nas mãos do Senhor". No instante em que o vaso se quebrou na mão do oleiro, ele fez um novo vaso a partir daquele que dantes havia se quebrado. Podemos ver o apreço que ele tinha em reaproveitar aquele vaso ao invés de simplesmente jogá-lo fora. Deus nos trata da mesma forma, Ele poderia ter nos jogado fora porque éramos vasos quebrados que não tinham utilidade para mais nada, éramos filhos da desobediência (Efésios 5.6), ou seja, éramos, portanto imprestáveis.

Mas ao invés de sermos descartados, Deus nos refaz usando seu Filho como nosso Oleiro:

“Eis que faço novas, todas as cousas” (Ap. 21.6);

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2ª Co. 5.17).

Todo aquele que aceita Jesus em sua vida, tem ela transformada de uma forma inarrável, porque Ele mesmo nos refaz e nos molda de acordo com a sua vontade nos tornando assim agradáveis aos seus olhos. Somos restaurados com o Sangue de Cristo, portanto não somos mais aquele vaso velho, quebrado e sem utilidade, agora somos vasos restaurados pelas mãos do Oleiro que foram pregadas naquela cruz.

Caro irmão, não importa quão grande seja seu pecado ou por quanto tempo está pecando, basta se arrepender de todo coração, juntar os pedaços da sua vida quebrada pelo pecado e entregar ao Mestre que estará esperando de mãos estendidas e um largo sorriso no rosto para restaurá-la.

Jesus te ama demais e não quer ver um vaso tão precioso quebrado e sem utilidade. Portanto eu o desafio agora a entregar seus pedaços a Jesus Cristo porque Ele tem o poder para te restaurar. Não tenha medo de se achegar a Ele porque foi o próprio que disse:

“O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37 parte b).

Portando não perca tempo, se torne um vaso novo nas mãos do Senhor.

Deus te abençoe.

Um comentário:

  1. Nossa, essa mensagem contém verdades extraordinárias. Ainda essa semana ouvi uma ministração a esse respeito, e agora fui ainda mais edificada.

    É precioso saber que Deus deseja nos moldar à sua vontade, e que em suas mãos tomamos a forma que lhe agrada.

    A paz!

    ResponderExcluir