15 de mai. de 2012

Tal Pai, tal filho



“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Efésios 5.1).

Durante o mês de maio os cristãos comemoram o “Mês da Família”, ressaltando a importância dessa célula principal instituída por Deus. Neste contexto, o post de hoje se direciona à maior família existente, da qual todos os que creem em Jesus como Único e Suficiente Salvador fazem parte: a família de Deus. Ele é nosso Pai, e nós, como filhos, devemos imitá-Lo.

No capítulo 1 de Gênesis temos que Deus nos fez à Sua imagem e semelhança, isso refere-se não à aparência física, mas ao modo de ser, viver. Deus nos criou com sentimentos e emoções semelhantes aos dEle como amor, alegria, compaixão, sabedoria.
No texto de Efésios (citado acima), Deus nos dá uma ordem por intermédio do apóstolo Paulo. E será que no dia a dia temos obedecido a essa ordem?

Para obedecer-lhe precisamos viver de modo diferente dos padrões mundanos. É necessário que nossa vida esteja de acordo com o padrão divino, revelado na Bíblia. Somos embaixadores de Cristo e devemos apresentar-nos de maneira irrepreensível, santificando nossa vida para refletirmos o caráter de Deus. Precisamos (re)produzir os frutos do Espírito Santo e refletir em nossas atitudes a graça e a beleza de Deus, de modo que as pessoas olhem para nós, fiquem maravilhadas e queiram experimentar da mesma Fonte em que nós bebemos.

Quando os discípulos de Jesus foram chamados pela primeira vez “cristãos” (Atos 11.19-26), o foram porque “a mão do Senhor estava com eles” (v.21a) e porque seus atos lembravam os de Cristo enquanto esteve aqui na terra pregando, ensinando, curando, fazendo o bem. A palavra ‘cristão’ significa ‘pequeno Cristo’.

Hoje, da mesma forma, somos chamados cristãos. Mas percebe-se que muitas pessoas se autodenominam desta forma apenas por crerem em Cristo. A Bíblia diz em Tiago 2.19,26: 

“Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem – e tremem!... Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta”.

O título “cristão” refere-se não ao simples fato de crer, mas, sim, às ações que evidenciam esta fé. Se dizemos que somos cristãos devemos agir como pequenos Cristos aqui na terra, seguindo Seus passos, mesmo que não sejam compreendidos pelas pessoas ao nosso redor (como o próprio Jesus não foi!).

Os cristãos são enviados por seu Senhor para dar testemunho a respeito dEle e servir às pessoas em suas necessidades. Devem ser diferentes dos que estão ao seu redor, observando princípios morais de Deus, praticando o amor e não perdendo a sua dignidade de portadores da imagem de Deus.

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades, Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.35-6).

Essa verdade sobre Jesus deve estar sempre presente em nossas vidas sendo dignas de inspiração. Nossa missão enquanto cristãos é: i) Evangelizar – inclusive por meio do nosso próprio estilo de vida (há uma frase que diz: “Pregue o Evangelho. Se necessário, abra a boca”). As palavras ensinam, mas o exemplo convence. ii) Curar – ao curar Jesus mostrava que se importava com as necessidades dos outros. Da mesma forma, devemos ter amor ao próximo e praticar obras de misericórdia em favor de todos.

Jesus fez isto tudo movido por compaixão, não porque aquelas pessoas mereciam, mas porque estavam necessitando ardentemente, estavam exaustas, andando errantes. Não vivemos nós hoje no mesmo mundo? Não temos ao nosso redor pessoas que não encontram sentido na vida, estão cansadas e caminham em direção ao inferno? Como cristãos, não devemos nós fazer o mesmo que Jesus fez por aquelas multidões citadas no texto de Mateus e fez por mim e por você na cruz: ter compaixão?

Ah, querido(a)! Se chegamos até aqui e somos hoje chamados de cristãos, foi devido à compaixão e misericórdia de Jesus, nada mais!

Minha oração é para que você reflita sobre a responsabilidade de ser cristão, sobre o que é ser chamado de ‘pequeno Cristo’, e peça ajuda a Deus para que você possa seguir os passos de Jesus em tudo o que fizer. Possa ter olhar de compaixão e misericórdia para com todas as pessoas. O mesmo olhar que um dia, focado em você, te resgatou do império das trevas e te fez filho amado de Deus.
Que ao olharem para você, as pessoas vejam, imediatamente, Jesus.


Naquele que nos chama de filhos e faz de nós uma só família

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